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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O ALTAR EM RUINAS (I Reis. 18-30)

Elias restaurou o altar do SENHOR, que estava em ruínas.

Elias apareceu na cena da ação pública durante uma das horas mais obscuras da triste história de Israel. Ele nos é apresentado no início de I Reis 17, e não temos que fazer mais que ler os capítulos precedentes para descobrir o estado deplorável em que se encontrava então o povo de Deus. Israel se havia apartado flagrante e dolorosamente do SENHOR, e aquilo que mais se lhe opunha estava estabelecido de modo público. Nunca havia caído tão baixo a nação favorecida. Haviam passado cinqüenta e oito anos desde que o reino havia sido dividido em dois, com a morte de Salomão. Durante esse breve período, nada menos que sete reis reinaram sobre as dez tribos, isto é, Israel, e todos eles, sem exceção, eram homens malvados. É na verdade doloroso traçar suas tristes carreiras, e ainda mais trágico ver como tem havido uma repetição das mesmas na história do Cristianismo.

“Fez Acabe, filho de Onri, o que era mau perante o SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele. Como se fora coisa de somenos andar ele nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e o adorou. Levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria. Também Acabe fez um poste-ídolo, de maneira que cometeu mais abominações para irritar ao SENHOR, Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele.” (1 Reis 16:30-33 RA)

Esta união de Acabe com uma princesa pagã trouxe consigo, como bem podia esperar-se (pois não podemos pisotear la lei de Deus impunemente), as mais terríveis conseqüências. Todo traço de adoração pura ao SENHOR desapareceu em breve espaço de tempo e, em seu lugar, a mais grosseira idolatria apareceu em forma desenfreada. Se adoravam os bezerros de ouro e em Betel, se edificou um templo a Baal em Samaria, os “bosques” de Baal se multiplicaram, e seus sacerdotes se fizeram donos por completo da vida religiosa de Israel.

Se declarava abertamente que Baal vivia e que o SENHOR havia cessado de existir. Quão vergonhoso era o estado de coisas se vê claramente nas palavras que seguem: “Fez também Acabe um bosque; e acrescentou Acabe fazendo. provocar a ira a SENHOR Deus de Israel, mais que todos os reis de Israel que antes dele haviam sido” (I Reis 16:33). O desprezo ao SENHOR Deus, e a impiedade mais descarada haviam alcançado seu ponto culminante. Isto se faz mais evidente ainda no v. 34.”Em seu tempo Hiel de Betel reedificou a Jericó”. Isto era uma afronta tremenda, pois estava escrito que “Naquele tempo, Josué fez o povo jurar e dizer: Maldito diante do SENHOR seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; com a perda do seu primogênito lhe porá os fundamentos e, à custa do mais novo, as portas.” (Josué 6:26 RA) A reedificação da maldita Jericó era um desafio aberto a Deus.

Em meio desta obscuridade espiritual e degradação moral, apareceu em cena da vida pública com repentino dramatismo uma testemunha de Deus, solitário porém surpreendente. Um comentarista eminente começa suas observações sobre I Reis 17 dizendo: "O profeta mais ilustre, Elias, foi levantado durante o reinado do mais ímpio dos reis de Israel”. Este é um resumo, sucinto porém exato, da situação em Israel durante esse tempo; e não só isso, mas que é a chave de tudo o que segue. É, em verdade, triste contemplar as terríveis condições prevalecentes. Toda luz havia sido extinguida, toda voz de testemunho divino havia sido calada. A morte espiritual se estendia por todos os lugares, e parecia como se Satanás houvesse obtido realmente o domínio da situação.

“Então, Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Tão certo como vive o SENHOR, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra.” (1 Reis 17:1 RA). Deus, com mão firme, levantou para si uma testemunha poderosa. Elias aparece ante nossos olhos da maneira mais abrupta. Nada nos foi dito de quem eram seu pais, ou de qual foi sua vida anterior. Nem sequer sabemos a que tribo pertencia, ainda que o fato de que fora “dos moradores de Galaad” “parece indicar que pertencia a Gad oU a Manassés, tendo em vista que Galaad estava dividido entre os dois.” Galaad se estendia ao este do Jordão; era silvestre e despovoado suas colinas cobertas de bosques frondosos; sua formidável solidão era só turbada por la incursão dos rios; seus vales eram guarida de bestas selvagens “.

O Quadro acima descreve a situação da religião em Israel. No final do versículo 30 vemos Elias desafiando os profetas de Baal e preparando o altar.

I – Porque o altar de Deus estava em Ruínas.

O altar estava em ruínas porque haviam construído outros altares.

Aqueles que estavam envolvidos com o altar de Baal-Mecarte, Nós também podemos construir outros altares que rivalizem com o altar de Deus: O altar do dinheiro, o altar do prazer, o altar do poder.

1. O altar estava em ruínas porque o coração estava dividido.

Eles queriam continuar como adoradores do SENHOR, mas ao mesmo tempo servindo a Baal.

2. O altar estava em ruínas porque não havia decisão. Para servir a Deus, para honrá-lo é preciso que haja uma decisão clara de romper com o mundo, com a idolatria, com o pecado.

3. O altar estava em ruínas porque há uma tendência inata à idolatria (nós costumamos prestar devoção àquilo que está aos nossos olhos).

4. O altar estava em ruínas porque nós preferimos um deus com quem nós possamos negociar e não um Deus que requer de nós entrega total.

A religião de Baal exigia apenas alguns sacrifícios, alguns rituais, mas não tocava nos aspectos éticos e morais da vida.

Para Baal não importa se você é fofoqueiro ou não; para Baal não importa se você é lascivo ou não; para Baal não importa se você mente ou não; Para Baal não importa se você cobiça outra mulher ou homem que não seja o seu cônjuge, para Baal não importa se aquele que o adora é rancoroso, vingativo, glutão, invejoso, beberrão, avarento, impuro no falar, impuro no pensamento. Na verdade, nada importa.

II – As conseqüências do altar destruído.

Aliança indevidas; religião de conveniência; Frustração e fracasso; juízo de Deus até que todos os altares sejam destruídos.

III – O Que é preciso para restaurar o altar de Deus.

É preciso que haja a decisão de restaurar o altar; é preciso coragem para restaurar o altar. Elias enfrentou a Acabe, mandou reunir Israel, desafiou os falsos profetas.

IV. É preciso fé para restaurar o altar.

Elias não temeu pôr Deus à prova. A restauração do altar não se deu com as doze pedras que Elias juntou, mas com o sinal que veio do céu, mostrando quem era o Deus verdadeiro. O fogo só caiu depois que Elias restaurou o altar do Senhor.

Um comentário:

  1. SÁBIAS,PALAVRAS!VINDAS DIRETAS DO CORAÇÃO DE DEUS,PARA OS NOSSOS CORAÇÕES.

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