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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

COMO SUPERAR O MEDO DA MORTE?

"Como posso superar o medo da morte? Como posso parar de ter medo de morrer?"

Resposta: Até o crente mais devoto e seguro pode ter ocasiões em que teme a morte. É natural o desejo de evitar a morte. E a morte não era uma peça original do plano de Deus para a Sua criação. Fomos feitos para sermos santos e completos, vivendo no paraíso em comunhão com Ele. A introdução da morte foi uma resposta necessária para a admissão do pecado no mundo. É uma graça que nós morremos. Se não o fizéssemos, teríamos de viver em um mundo de pecado por toda a eternidade.

Esse conhecimento não necessariamente neutraliza a reação visceral ao pensamento de sua própria mortalidade. A fragilidade de nossos corpos físicos e exemplos da cessação súbita da vida são lembranças da nossa falta de controle em um mundo perigoso e grande. Temos uma grande esperança, que Aquele que está em nós é maior do que aquele que está no mundo (1 João 4:4) e que Ele foi preparar-nos um lugar para que possamos estar em Sua companhia (João 14:2). Mas talvez seja uma grande ajuda considerar certos fatos mais imediatos e práticos com os quais temos que lidar.

Existem vários aspectos da morte que podem potencialmente causar medo. Felizmente, Deus tem uma resposta para cada um deles.

O medo do desconhecido Qual é exatamente a sensação de morrer? O que se pode ver quando a alma deixa o seu corpo físico? Como é que vai acontecer? É parecido com a forma que as pessoas têm relatado - uma luz brilhante? Um grupo de parentes?

Ninguém sabe ao certo como se sente, mas a Bíblia descreve o que acontece. 2 Coríntios 5:6-8 e Filipenses 1:23 dizem que quando deixamos o nosso corpo, estamos em casa com o Senhor. Que pensamento reconfortante! Vamos ficar neste estado até que Cristo venha e ressuscite os crentes (1 Coríntios 15:20-22, 6:14), quando receberemos um corpo glorificado e novo.

O medo da perda de controle Quando os seres humanos finalmente atingem a idade adulta, eles têm uma boa ideia de como interagir com o mundo ao seu redor. Sabem como encontrar o que precisam, chegar aonde querem ir, e interagir com os outros de uma maneira que satisfaça a sua intenção.

Muitos, mesmo aqueles que professam fé em Deus, são tão temerosos de não conseguirem o que precisam que sentem a necessidade de manipular pessoas e seus arredores em seu benefício. Todos nós temos conhecido homens e mulheres que abusam e agarram por medo. Eles não confiam em Deus para prover por suas necessidades, por isso cuidam das próprias coisas com suas próprias mãos. Não confiam que outros lhes darão qualquer consideração, por isso exigem aquilo que acham que precisam.

Quanto mais devem temer a perda de controle sobre suas mortes! Como Jesus disse a Pedro, descrevendo como ele iria morrer: "Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres" (João 21:18). Antes de Pedro receber esse aviso, ele negou Jesus por medo. Mas depois que Jesus retornou ao céu, Pedro tornou-se uma nova pessoa - e uma cuja paixão pela mensagem de Cristo superou a sua necessidade de controlar o seu ambiente (Atos 5:17-42). Somente o Espírito Santo podia dar-lhe a força para enfrentar quaisquer desafios que tinha que enfrentar.

Medo por aqueles deixados para trás A visão cristã da morte é "separação". A morte definitiva é a separação de Deus. No momento da morte física, separaremo-nos de nossos entes queridos na Terra por um tempo. Se eles também forem cristãos, sabemos que a separação será breve em comparação com a eternidade. Se eles não forem cristãos, esse não será o caso. A nossa comissão, então, passa a ser utilizar este tempo juntos para conversar com eles sobre o seu destino eterno. Em última análise, a decisão cabe a eles.

O medo do ato de morrer Poucos de nós sabemos como vamos morrer. De forma rápida e indolor, em nosso sono, um longo processo devido a uma doença - o mistério e a incapacidade de se preparar podem ser assustadores. Mesmo se soubermos, talvez devido a um diagnóstico de uma doença terminal, isso ainda pode ser assustador.

Mas é apenas um momento. Um momento pelo qual quase todos já passaram ou vão passar. Os cristãos podem reivindicar Filipenses 3:20-21: "Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas."

Para ajudar a amenizar o medo, você pode tomar medidas para preparar a si mesmo e aqueles ao seu redor para a morte.

Superando o medo da morte - Passos práticos Muitas pessoas acreditam que não devem morrer porque têm muito para o qual viver. Muitas vezes, isso significa que eles têm responsabilidades e negócios inacabados que não seriam atendidos se não estivessem mais aqui. Mas ter responsabilidades não vai impedi-lo de morrer se o seu tempo chegou. Planejar com antecedência pode aliviar o medo.

Se você tiver um negócio ou filhos ou outros dependentes, considere os seus cuidados. Decida quem vai assumir o seu papel e faça um plano com essa pessoa. Escreva um testamento. Certifique-se de que todos os documentos necessários estão organizados e são fáceis de serem encontrados. Reconcilie relacionamentos quebrados antes de não poder mais. Mas não viva para morrer. Há uma diferença entre tomar medidas razoáveis e ser obcecado.

Superando o medo da morte - Passos físicos Se você tiver opiniões fortes sobre o que quer que aconteça caso se torne incapacitado, expresse-as agora. É perfeitamente possível que durante o curso de uma doença ou lesão, você vai perder o controle da situação e ser incapaz de comunicar os seus desejos. Obtenha um testamento. Informe as pessoas mais próximas sobre os seus desejos - ou pelo menos diga-lhes onde está escrito. Escolha alguém de confiança para ser autorizado a tomar decisões a seu favor caso você se torne incapaz.

Superando o medo da morte - Passos espirituais A coisa mais importante a lembrar sobre a morte é a verdade sobre a vida. Você ama a sua família e cuida deles, mas Deus os ama mais. Você pode se preocupar com o seu legado na terra, mas Deus se importa mais com uma perspectiva celestial. Toda a papelada do mundo não trará a paz de espírito de uma ação simples: permaneça em Cristo.

No processo de viver esta vida, é difícil ter em mente que ela é apenas uma condição temporária. 1 João 2:15-17 diz: "Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente." Podemos nos lembrar disso através de permanecer em Cristo (1 João 2:24). Meditar na verdade da Sua Palavra, crendo no que Ele diz sobre nós e o mundo que nos rodeia, nos dará a perspectiva correta em relação a esta vida e aquela que iremos receber.

Quando formos capazes de manter essa perspectiva eterna, vamos ser capazes de cumprir 1 João 3:1-3: "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é. E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro." Vai ser tão evidente que não pertencemos a este mundo que os outros perceberão também. Tomaremos posse da nossa posição como filhos de Deus de tal forma que vamos buscar ativamente o dia no qual poderemos ser como Cristo e vê-Lo como Ele é.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

PERGUNTA: "COMO É O CÉU?"

Resposta: A Bíblia descreve o Céu como um lugar real. A palavra céu é mencionada 276 vezes apenas no Novo Testamento. As Escrituras se referem a três céus. O Apóstolo Paulo “foi arrebatado até ao terceiro céu”, mas foi proibido de revelar o que lá presenciou (2 Coríntios 12:1-9).

Se existe um terceiro céu, então também deve existir dois outros céus. O primeiro é geralmente chamado no Velho Testamento de firmamento, o qual aparece como um arco que cobre toda a terra. Esse é o céu que contém nuvens, a área onde os passarinhos voam. O secundo céu é o espaço interestelar, o qual é a residência de seres angélicos supernaturais e objetos celestiais (Gênesis 1:14-18).

O terceiro céu, cuja localidade não é revelada, é a residência do Deus Triúno. O plano de Deus é de encher o céu com os seguidores de Jesus Cristo. Não é de estranhar que a palavra céu é usada com o mesmo sentido que vida eterna! Jesus prometeu preparar um lugar para os Cristãos verdadeiros no céu (João 14:2). Céu também é o destino dos santos do Velho Testamento que morreram confiando na promessa de Deus de um Redentor (Efésios 4:8). Aquele que crê em Cristo não vai perecer, mas vai ter vida eterna (João 3:16). 

O Apóstolo João foi muito privilegiado em ver e relatar sobre a cidade celestial (Apocalipse 21:10-27). João viu que o céu possui a “glória de Deus” (Apocalipse 21:11). Essa é a glória do Shekinah, quer dizer, a presença de Deus. Porque o céu não tem noite e o Senhor é a luz, o sol e a lua não serão mais necessários (Apocalipse 22:5).

A cidade é cheia do brilho de pedras preciosas e jaspes claros como os cristais. O céu tem 12 portas (Apocalipse 21:12) e 12 fundamentos (Apocalipse 21:14). O paraíso do Jardim do Éden é restaurado: o rio da água da vida corre livremente e a árvore da vida está disponível novamente, dando fruto mensalmente com folhas que são para “a cura dos povos” (Apocalipse 22:1-2). Por mais eloquente que João tenha sido em sua descrição do céu, a realidade do céu vai muito além do que um homem finito pode descrever (1 Coríntios 2:9). No entanto, podemos saber que o céu é mais real do que essa terra que um dia passará. 

O Céu é um lugar de “não mais”. No Céu, não vai ter mais lágrimas, não mais dores e não mais sofrimento (Apocalipse 21:4). Não haverá mais separação porque a morte vai ser conquistada (Apocalipse 20:6). A melhor coisa sobre o Céu é a presença do nosso Senhor e Salvador. Estaremos face a face com o Cordeiro de Deus que tanto nos amou e Se sacrificou para que pudéssemos gozar de Sua presença por toda a eternidade.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

A GRANDEZA DE DEUS

1. Ele sabe o número das estrelas e chama a cada uma pelo seu nome.
- Grande é o nosso SENHOR e de grande poder; o seu entendimento é infinito. Conta o número das estrelas, chamando-as a todas pelos seus nomes. Salmos 147.5,4.

2. Ele sabe a quantidade de água que há nos mares e rios; Ele tem a medida dos céus e sabe quantos grãos de areia há na terra e sabe o peso do planeta.
- Ora, dizei-me: Quem pôde medir a águas na concha da sua mão? Quem conseguiu avaliar a extensão dos céus a palmos, medir o pó da terra com o alqueire, ou calcular o peso da terra, ou ainda pesar as montanhas na balança e as colinas nos seus pratos? Isaias 40.12. 

3. Ele assenta-se sobre o globo da terra e faz dos céus uma cortina.
- Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; ele é o que estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar. Isaias 40.22.

4. Ele enche o céu e a terra.
- Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; sendo assim que espécie de casa me haveis de edificar? E que lugar seria o meu descanso? Isaias66.1.

5. Ele caminha no meio da tormenta e anda na tempestade.
- O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em força e ao culpado não tem por inocente; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés. Naum.1.3.

6. Ele inclina-se para contemplar o que acontece nos céus e na terra.
- Quem é como o SENHOR, nosso Deus, que habita nas alturas; que se inclina para ver o que se passa nos céus e na terra. Salmos 113.5,6. 

7. Ele faz a natureza falar através da sua dinâmica.
- Os céus revelam a glória de Deus, o firmamento proclama a obra de suas mãos. Um dia discursa sobre isso a outro dia, e uma noite compartilha conhecimento com outra noite. Não há linguagem, não há palavras, nenhuma voz que deles se ouça; entretanto, sua mensagem é transmitida por toda a terra, e sua mensagem, até aos confins do mundo. Nos céus, Ele armou uma tenda para o sol, que é como um noivo que sai de seu aposento, como feliz herói, a caminhar em sua jornada. Parte de uma extremidade dos ceus e percorre o seu caminho até o outro extremo; nada escapa ao seu calor. Salmos 19.1-6.

Conclusão: 
- A grandeza de Deus é infinita, imensurável e incomparável.
- Não há Deus maior, não há Deus melhor, não há Deus tão grande, como nosso Deus.
- Ele criou os céus, criou a terra, criou o sol e as estrelas, tudo Ele fez, tudo criou, tudo formou, para o louvor da sua glória e majestade.

domingo, 8 de julho de 2018

Estrutura básica de um esboço

Texto: (Escolha um texto bíblico e extraia dele todas as informações de que você precisa para o desenvolvimento de sua pregação).

Tema: (Aqui você vai colocar o tema, ele deve estar de acordo com o texto. Procure elaborar temas objetivos).

Introdução: (Aqui você vai dar início ao assunto, é a ponte entre o texto/tema e o assunto a ser desenvolvido. Chame atenção ao que será dito atraves da introdução).

Pra que sua introdução não fique longa ou curta demais...
Procure dividi-la em tres pequenas partes...
Isso o ajudará a fazer uma introdução clara, criativa e interessante.

I - Coloque aqui seu primeiro ponto. Desenvolva-o de tal forma que ele possa ser conduzido naturalmente ao segundo ponto. Procure coerencia entre esse ponto e um trecho do texto bíblico escolhido.
Estes tres pontinhos podem ser usados para desenvolver subtemas do primeiro ponto...
Assim ficará mais fácil para o entendimento das pessoas que o estarão ouvindo...
Nesse terceiro pontinho você poderá fazer a "ponte" do segundo ponto principal para o terceiro.

II - Coloque aqui seu segundo ponto, lembrando que ele deve ser uma continuação do assunto do primeiro, o principal. Não esqueça da coerencia desse ponto com o texto bíblico escolhido.
Assim como no primeiro caso, use estes tres pontinhos para desenvolver o segundo ponto...
Não esqueça de tomar o cuidado de não repetir assuntos, desenvolva seus subtemas de forma a levá-lo para o terceiro ponto onde ocorrerá o clímax da sua pregação, ou seja, a aplicação da mesma.
Como nos casos anteriores use esse espaço para fazer "ponte" com o terceiro ponto.

III - Coloque aqui o terceiro ponto de sua pregação. Você pode colocar aqui um tópico aplicativo. Mas não esqueça de que deve haver continuação ao tópico anterior e coerencia com o texto bíblico escolhido.
Aqui você subtematizará, como nos casos anteriores, o terceiro ponto. Sendo esse o último ponto, não esqueça de "fechar" aqui o corpo do desenvolvimento de sua pregação.
Prepare-se esse esses espaços de subtemas de tal forma que quando você chegar na conclusão... seus ouvintes já tenham total condição de saírem convencidos das verdades pregadas.

Conclusão: 
Aqui você irá concluir sua pregação.
Você poderá fazê-lo em forma de perguntas reflexivas ou desafiando seus ouvintes.
Lembre-se de que a conclusão não é outra pregação. Se houver apelo, seja breve. 

Outras observações:
Faça uma cronologia de sua pregação para saber quanto tempo você precisará para desenvolvê-la. Treine!
Não faça uso demasiado de experiencias, de você ou de outros, pregue a palavra!
Cuidado com os vícios de linguagem: Né, hãããã, ééééé, e outros. policie-se.
Não feche sua bíblia na hora da pregação.
Relacione sempre os pontos de sua pregação com partes do texto, pontue o versículo.
Cuidado com o uso do microfone, não grite, sobretudo em ambientes pequenos e fechados. Posicione o microfone na altura do queixo a uns 10 cm de distancia de sua boca.
Não fique andando prá lá e pra cá no púlpito feito barata tonta. Lugar de pregador é atrás do púlpito, é pra isso que ele existe. 
Na hora do apelo, não apele! Faça o convite uma única vez, não insista.
Tenha a palavra como algo suficiente, não faça esquisitices no púlpito, pregue a palavra!
Jamais diga que você não teve tempo de preparar a pregação. Jamais se desculpe!
Ao terminar uma pregação não peça perdão sobre o que você falou, se a pregação é dura demais deixe a encargo de cada um o julgar, apenas pregue!
Cuidado com as roupas que você usa ao se dirigir ao púlpito. Você não precisa se vestir como um maltrapilho, ser esquisito ou, vestir-se de forma a chamar demasiada atenção.
Jamais comece dizendo que o fato de você está alí é muuuuuuuuuuuuuita responsabilidade, que você não é capaz, que você não é isso ou aquilo, isso facilmente pode soar como modéstia ou falsa humildade, apenas pregue.
Caso perceba que sua pregação não foi aquilo que você esperava, não "complemente" com demonstrações de "poder" com comandos e esquisitices. Seja humilde, termine a mensagem, ore e entregue a palavra a quem estiver dirigindo o culto.
No demais, ore, estude a bíblia, faça seu esboço e pregue a palavra!

quinta-feira, 21 de junho de 2018

CORPUS PAULINUM - As Cartas de Paulo

“Pelo Senhor vos conjuro que esta epistola seja lida a todos os santos irmão”. 1Ts 5:27

Dos 27 livros do Novo Testamento, 13 são atribuídos verdadeiramente a Paulo.
A Carta aos Hebreus possivelmente foi escrita por Paulo, mas isso nunca foi confirmado com certeza.

Aos Romanos
- Sexta carta de Paulo, escrita em Corinto, por volta de 58 a 60 depois de Cristo e enviada a Roma por meio de Febe (Rm 16: 1)
- 45º Livro da Bíblia; 16 capítulos e 433 versículos.
- O evangelho de Deus; Mundo culpado; Doutrinas de Salvação; Lei; Graça; Judeus; Gentios; Cristianismo.
- Aqui está a base do ensino da igreja.
- O grande tema da revelação da ira de Deus contra o pecado e a justiça pela fé como base da justificação.
- A carta aos Romanos revela que todos são culpados diante de Deus e necessitam de salvação por meio de Cristo Jesus.

1ª Aos Coríntios
- Escrita por volta de 59 depois de Cristo no final dos três anos de residência do Apóstolo Paulo em Éfeso. (At 20: 31 – Co 16: 5-8)
- 46º Livro da Bíblia; 16 capítulos e 437 versículos.
- Condições espirituais e falsas doutrinas são corrigidas; Padrão de vida cristã estabelecido; Casamento cristão; Liberdade cristã; Adoração cristã; Dons espirituais e suas práticas; Ressurreição.
- Paulo escreve sobre vida e conduta cristã

2ª Aos Coríntios
- Escrita em 60 depois de Cristo, provavelmente de Filipos.
- 47º Livro da Bíblia; 13 capítulos; 257 versículos.
- Testemunho pessoal de Paulo; Ministério cristão; Admoestações; Obras de caridade; Defesa de Paulo de seu chamado.
- Paulo consola aqueles que se arrependeram por meio de suas repreensões e correções na primeira epístola. Ensina a graça no contribuir. Defende seu apostolado e adverte os desobedientes.

Aos Gálatas
- Escrita em Roma em cerca de 68 depois de cristo.
- 48º Livro da Bíblia; 6 capítulos; 149 versículos.
- O evangelho de Paulo e uma revelação; Justificação pela fé, sem a lei; A lei é abolida; Experiências espirituais.
- Paulo escreve para corrigir os vacilantes gálatas de futuras apostasias e de seguir os mestres judaizantes e legalistas vindos da Judéia; e para acertas as relações entre os cristãos da nova aliança com os judeus da antiga aliança.

Aos Efésios
- Escrita de Roma em 64 depois de Cristo. Foi enviada por Tíquico junto com Colossenses e Filemom. É a mais impessoal das cartas de Paulo.
- 49º Livro da Bíblia; 6 capítulo; 155 versículos.
- Posição do cristão na Graça; Igreja; Vida Cristã; Guerra espiritual dos cristãos.
- É a segunda carta de doutrina. Contém, em sua maior parte, verdades cristãs, e não temas relacionados com a ordem da igreja.

Aos Filipenses
- Escrita em Roma, por volta de 64 depois de Cristo.
- 50º Livro da Bíblia; 4 capítulos; 104 versículos.
- Vitória cristã no sofrimento; O viver cristão; O alvo da vida cristã; Exortações.
- Encontramos aqui a alegria da graça e da vivência cristã em todos os aspectos da vida e morte. Paulo fez menção à alegria 14 vezes nesta carta. A palavra chave é regozijai-vos.

Aos Colossenses
- Enviada por intermédio de Tíquico junto com as cartas aos Efésios e a Filemom. Escrita em Roma por volta de 64 depois de Cristo.
- 51º Livro da Bíblia; 4 capítulos; 95 versículos.
- Doutrina de Cristo; A igreja; Cristianismo prático; Deveres domésticos dos crentes.
- O tema desta carta é a libertação da lei e de toda forma de religiosidade externa, rituais, filosofias humanas e falso misticismo. União completa e verdadeira com Cristo na vida e na conduta.

1ª Aos Tessalonicenses
- Escrita em Corinto, por volta de 54 depois de Cristo.
- 52º Livro da Bíblia; 5 capítulos; 89 versículos.
- A igreja; O servo-modelo; Recompensas; A vida cristã; A bendita esperança; O dia do Senhor.
- Paulo confirma novos discípulos nas verdades fundamentais já ensinadas a eles; exorta-os a permanecerem em santidade e proporciona consolo em relação aos que já haviam morrido no Senhor. A vinda do Senhor é um tema bastante proeminente nesta carta.

2ª Aos Tessalonicenses
- Data 54 ou 55 anos depois de Cristo e foi escrita em Corinto.
- 53º Livro da Bíblia; 3 capítulos e 47 versículos.
- Dia do Senhor; Arrebatamento; Segunda vinda; Apostasia; Anticristo; Disciplina; Admoestações.
- O objetivo desta carta foi ensinar os tessalonicenses quanto ao Dia do Senhor e os eventos imediatamente precedentes. Paulo instou para que permanecem firmes na verdade.

1ª A Timóteo
- Talvez tenha sido escrita na Macedônia, por volta de 67 anos depois de Cristo.
- 54º Livro da Bíblia; 6 capítulos; 113 versículos.
- Legalismo; Falsas doutrinas repreendidas; Viver cristão; Qualificação para obreiros; Administração.
- É a primeira de três epístolas pastorais (1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito). Dá instruções sobre a doutrina, ordem e disciplina na igreja.

2ª A Timóteo
- Data 68 depois de Cristo em Roma.
- 55º Livro da Bíblia; 4 capítulos; 83 versículos.
- Referências pessoais e alertas; O ministério do evangelho; Apostasia e falsos mestres; Admoestações.
- Nesta epístola pastoral Paulo continuou dando instruções quanto à ordem, a doutrina e a disciplina na igreja.

A Tito
- Escrita talvez na Macedônia, cerca de 67 anos depois de Cristo.
- 56º Livro da Bíblia; 3 capítulos; 46 versículos.
- Qualificação e desqualificação de pregadores; Doutrinas cristãs; Alerta a Tito; Admoestações.
- Uma das Epístolas Pastorais a dar instruções à igreja. Paulo discorre sobre a sã doutrina.

A Filemon
- Foi escrita em Roma, cerca de 64 depois de Cristo.
- 57º Livro da Bíblia; 1 capítulo; 25 versículos.
- Caráter de Filemom; Intercessão por Onésimo; Comunhão de Paulo e Filemom no Senhor.
- Onésimo, um escravo que fugira de Filemom, um cristão de Colossos, roubando-os e indo para Roma. Ali se converteu ao se encontrar com Paulo, que o enviou de volta a Filemom com esta carta. Na carta Paulo pede o perdão e a restauração de Onésimo.

- Paulo colocou os seus dons e capacidades a serviço do Mestre, e utilizou-se eficientemente deles para a propagação das boas novas do reino através dos séculos. Sem qualquer exagero, o cristianismo cresceu e se consolidou através da influencia de sua pessoa e de suas cartas.

“Ora o mesmo Senhor da paz vos dê sempre paz de toda maneira. O Senhor seja com todos vós. Saudação da minha própria mão, de mim, Paulo, que é o sinal de todas as minhas epístolas; assim escrevo. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém!”

quinta-feira, 24 de maio de 2018

CURIOSIDADES SOBRE JOSÉ...

Você sabia que:
- José era bisneto de Abraão? Abraão teve oito filhos, Ismael, filho da serva Hagar, Isaque, filho de Sara, Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Suá, filhos de Quétura (Gênesis 25:2). Isaque casou com Rebeca e teve dois filhos: Esaú e Jacó;
- José era o décimo primeiro filho de Jacó? Só relembrando, Jacó teve duas mulheres: Lia e Raquel. Porém, dos seus doze filhos, que viriam a ser os cabeças das tribos de Israel, quatro são filhos de servas. Acompanhe conosco:

1. Rúben (filho de Lia)
2. Simeão (filho de Lia)
3. Levi (filho de Lia)
4. Judá (filho de Lia)
5. Dã (filho de Bila, escrava de Raquel)
6. Naftali (filho de Bila, escrava de Raquel)
7. Gad (filho de Zilpa, escrava de Lia)
8. Aser (filho de Zilpa, escrava de Lia)
9. Issacar (filho de Lia)
10. Zabulon filho de (Lia)
11. José (filho de Raquel)
12. Benjamim (filho de Raquel)

Então, de Raquel nasceram diretamente apenas dois filhos: José e Benjamin (Gênesis 35:24). Mais detalhes sobre o nascimento de cada um: Rúben (Gênesis 29:32), Simeão (Gênesis 29:33), Levi (Gênesis 29:34), Judá (Gênesis 29:35), Dã (Gênesis 30:5), Naphtali (Gênesis 30:7), Gad (Gênesis 30:10), Aser (Gênesis 30:12), Issacar (Gênesis 30:17), Zebulun (Gênesis 30:19), José (Gênesis 30:23) e Benjamin (Gênesis 35:18).

3. Quando o irmão materno de José, Benjamin, nasceu sua mãe morreu? Isso mesmo, leia Gênesis 35:17-19;

4. Que a história de José, narrada a partir do capítulo 37, de Gênesis, inicia quando o personagem está com 17 anos. Mais à frente compreenderemos quanto tempo se passou até que José tivesse seus sonhos cumpridos;

5. Que o livro de Gênesis se ocupa da biografia de José em 13 capítulos? A partir do 37, exceto o 38;

6. Que José trazia más notícias do comportamento dos seus irmãos a seu pai, Jacó? É o que está na última parte do versículo 2, do capítulo 37. Estes relatórios de José a seu pai faziam com que seus irmãos o odiassem. Seu pai lhe deu uma túnica de várias cores (Gênesis 37:3)? Ora uma túnica destas significa preferência sobre seus irmãos mais velhos. Esta foi uma das razões pelas quais estes o odiavam mais ainda. É uma lição para nós hoje: não devemos dar preferência a um filho em detrimento de outro, todos são da mesma carne;

7. Que José teve dois sonhos. No primeiro, ele atava molhos de cereal, quando os molhos respectivos de cada irmão, rodeavam o seu e a ele se prostravam (Gênesis 37:7). No outro sonho, o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam diante dele (Gênesis 37:9). Estes sonhos prefiguravam o que iria acontecer no Egito, porém, devemos ter cuidado a quem contamos nossos sonhos e planos;

8. Que de Hebrom, onde morava Jacó, até Siquém, onde dez de seus filhos tinham ido apascentar seus rebanhos eram quase 60km? Mas eles não estavam aí, mas em Dotã (Gênesis 37:17), 10 km ao norte!

9. Que, a princípio, Rúben, seu irmão mais velho, não queria vender José, mas apenas dar-lhe um susto. Ele convenceu seus irmãos a colocarem José numa cova, mas pretendia raptá-lo mais tarde. Numa distração de Rúben, porém, seus irmãos venderam José para os ismaelitas (que vinham junto aos midianitas), por vinte moedas de prata (Gênesis 37:28);

10. Que José foi próspero no Egito, mesmo estando cativo, sendo servo e depois preso!? Isso contraria totalmente a noção de que temos de prosperidade (Gênesis 39:2,3,23);

11. Que José não era apenas sonhador, mas intérprete? Foi assim que ele interpretou os sonhos do padeiro e do copeiro do rei. O padeiro sonhou que carregava três cestos quando as aves comiam o que estava no terceiro cesto. José deu a interpretação de que em três dias ele seria enforcado e as aves comeriam sua carne. Já o copeiro sonhou que espremia três cachos de uva. José lhe disse que em três dias seria reabilitado. E assim aconteceu (Gênesis 39:18-22);

12. Que apesar do pedido de José para que o copeiro, uma vez reabilitado, lembrasse dele foi esquecido? Ele só lembrou de José dois anos depois do acontecimento (Gênesis 40:23-41:1);

13. Que José interpretou os sonhos de Faraó? Sete anos de vacas gordas, seguidos de sete de vacas magras. Sete anos de espigas excelentes, seguidos de sete anos de espigas castigadas pelo sol. É disso que se ocupa a maior parte do capítulo 41 de Gênesis;

14. Que Faraó deu a José o nome de Zafenate-Panéia, que significa Salvador do mundo!? (Gênesis 41:45). Na ocasião José contava com trinta anos (Gênesis 41:46);

15. Que ao contrário dos seus irmãos, foram os filhos de José que encabeçaram e deram nome às tribos!? Tanto Manassés, como Efraim, não eram filhos de Jacó, mas netos (Gênesis 48:5,6);

16. Que ao contrário de muitos adeptos da Teologia da Prosperidade, quando José se revelou a seus irmãos, apesar de todos os problemas ele não atribuiu nenhuma das dificuldades ao Diabo. Leiamos Gênesis 45:4-7: E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se; então disse ele: Eu sou José vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós. Porque já houve dois anos de fome no meio da terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega. Pelo que Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento.

17. Que setenta pessoas da casa de Jacó vieram ao Egito, quando ele saiu de Canaã (Gênesis 46:27);

18. Que José morreu com 110 anos e foi, provavelmente, o único israelita embalsamado no Egito? Gênesis 49:22,26);

19. Que ao morrer José pediu que seu corpo fosse enterrado em Canaã? (Gênesis 50:25). Além de todas as funções dos israelitas ao sair do Egito, anos depois, havia o carregador dos ossos de José (Êxodo 13:19; Josué 24:32);

20. Que José é dos poucos homens da Bíblia, em cuja biografia não há nenhum deslize espiritual

sexta-feira, 11 de maio de 2018

FALTA VINHO NO CASAMENTO?

Está Jesus convidado para o nosso casamento? Está o Mestre na lista daqueles que almejamos ter em nossa festa? Faz Ele parte de nosso lar? Notamos no livro de João que Jesus e Seus discípulos foram convidados para as bodas de Caná. É significativo para todos nós que o primeiro milagre de Jesus foi realizado numa festa de casamento.

Algo curioso ocorreu nessa festa. Houve uma crise. Acabou o suco de uva! Não havia guaraná naquele tempo ou alguma outra bebida semelhante, que é usada nos casamentos modernos. Foi uma situação embaraçosa para os pais da noiva. Podemos imaginar o que isso provocaria em nossos dias: muito falatório!

O costume daquele tempo era de oferecer o bom vinho, ou suco de uva, logo no início, e depois que as visitas estivessem bem fartas e satisfeitas introduziam o suco inferior. Maria, a mãe de Jesus, sabia o que fazer. Ela indicou ao mestre-sala que Jesus resolveria o problema. Tinha fé e confiança em Seu Filho. Os servos foram comissionados a encher de água seis talhas de pedra, até a boca.

Qual não foi a surpresa dos convivas quando essa água foi transformada no melhor suco de uva que existia naquele tempo. Superbom! Todos ficaram maravilhados e não podiam compreender o que havia ocorrido. Realmente, a presença de Jesus num casamento é o pivô, o eixo, a mola, o fundamento, a base, a diferença… de um casamento insípido, sem graça e sem gosto, para um casamento saboroso, delicioso, refrescante como o mais puro suco de uva!

Apesar das crises dos casamentos modernos, notamos que os jovens querem casar-se. Passam pela primeira fase da lua-de-mel, têm os filhos, fazem os passeios, viajam juntos… é a fase do vinho bom.

Tudo é um mar de rosas! Porém, à medida que os anos vão passando, ocorre um fenômeno interessante: acaba o vinho! Acabam as juras de amor, as atenções, e o próprio amor que os uniu começa a se dissipar. Um novo elemento é introduzido: o vinho inferior, suco de uva de terceira qualidade.

A felicidade no lar depende da presença de Jesus em nossa vida. Somente quando Ele faz parte de todas as nossas atividades é que podemos realmente encontrar a felicidade. Somente através de Cristo é que a família cristã pode apresentar o bom vinho, o suco delicioso, desde o início de nosso lar até o fim de nossa vida. Oxalá Jesus seja um convidado permanente em nosso lar!